Como foi sua trajetória profissional?
Tenho um perfil não muito usual para quem trabalha em uma multinacional. Sou formada em história. Adorava, sobretudo, história medieval. Mas viver de história medieval no Brasil era difícil, então fiz um processo seletivo para uma empresa e passei, mas nem sabia para que área. Caí em RH por acaso. Gostei, comecei a buscar uma série de capacitações, pós-graduações e cursos de especialização. Até que comecei a ter curiosidade por conhecer a forma de trabalhar em RH em outros mercados. Na época, a Europa estava começando a discutir a formação do mercado comum europeu, a criação do euro, e decidi fazer um mestrado na Espanha. O que estivesse se passando por lá chegaria à América Latina, era o que pensava. Consegui uma licença na empresa, fiz meu mestrado, aprendi espanhol e aproveitei experiência cultural. Ao voltar para o Brasil, fui promovida. Um aspecto interessante de minha vida profissional foi que trabalhei duas vezes na Xerox, duas vezes na KPMG e duas vezes na
‘O que faço hoje já será diferente amanhã e não dá para ficar nervoso porque não é mais como era antes’
Qual o principal desafio do RH da Coca-Cola Brasil?
É descobrir como podemos tornar a experiência do associado com a
companhia a melhor possível. Queremos que, ao clicar no site em busca de
uma posição, já tenha uma experiência interessante. Que ele venha
participar de uma entrevista e tenha também uma experiência
interessante, que saia da entrevista tendo aprendido algo novo sobre o
negócio. Meu pai é psicanalista e, assim que comecei a trabalhar com RH,
ele me disse que o mais importante nessa área é saber entrevistar bem. E
entrevistar bem significa que as duas partes saem da sala aprendendo
alguma coisa nova. Não importa se a vaga é de estagiário ou de
presidente. Queremos que o profissional se sinta acolhido ao chegar à
companhia para que a curva de aprendizado entre o primeiro dia e o
segundo mês seja crescente, que ele já consiga fazer entregas e, assim,
sinta que a companhia precisava dele e que está usando o seu talento
para produzir. É tão legal se sentir esperado. Queremos que cada
processo de avaliação seja enriquecedor, que faça sentido para o
profissional, não importa qual a função. É aquela parábola: eu quebro
pedra ou construo uma catedral? E que seja assim até o dia em que esse
ciclo tiver que se fechar. O ponto alto disso tudo é a preparação do
gestor. É ele ou ela que precisa despertar o talento que cada indivíduo
tem, talento que às vezes mal sabem ter. Que apostem alto nesses
indivíduos, apoiando seu processo de crescimento. Isso requer gerentes
muito bem preparados.emvie agora seu curriculo para Coca-cola pelo link
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